Em O chapéu de Vermeer, Timothy Brook elabora um interessante ensaio sobre alguns quadros do artista, que superficialmente parecem reproduzir um ambiente íntimo e familiar, mas são, na verdade, o ponto de partida para o entendimento de um mundo em rápida expansão.
Com base nos elementos encontrados nas pinturas do famoso pintor holandês, o historiador canadense delineia as rotas de comércio em rápida ascensão capazes de levar uma pele de castor, um tapete turco ou uma porcelana chinesa a uma sala de estar em Delft, cidade natal do artista.